

O que faz um filme ser arte e outro apenas técnica?
O que faz com que você entre em uma historia de forma tão completa que você se sente mal quando o filme acaba? Fica uma sensação incomoda, de abandono, como se fossemos abandonados pelo filme, quando ele acaba.
Partes dele vem conosco, para sempre.
Outras pequenas partes são lembradas perfeitamente mas no geral, a maioria das cenas caem no esquecimento.
Mas, em mim, particularmente, alguma coisa muda, alguma coisa fica, alguma coisa sai comigo do cinema, pega o ónibus e vai para minha casa. Em meus pensamentos, sempre que assisto um bom filme isso acontece e é assim que eu sei que um filme é bom ou não (lembrando que não sou nenhum crítico, nem quero ser), é assim que eu diferencio uma obra de arte de uma obra da técnica.
Vou falar o por que eu estou escrevendo sobre isso.
O penúltimo filme que eu assisti no cinema foi Avatar. Um enlatado de pai e mãe, legitimo produto de todas as tecnologias que o cinema desenvolveu. Um filme com enredo tão fraco e repetitivo que eu não sabia se estava assistindo, Alien, O Último Samurai, Matrix, Pocahontas ou Titanic. Por incrível que pareça, eu vi em Avatar, não só referencias podres, mas praticamente elementos copiadas de todos estes filmes, TODOS, entre outros que eu nem lembro do nome, nem faço nenhuma questão de lembrar.
Avatar me fez ficar na cadeira do cinema mais pelos efeitos especiais realmente surpreendentes do que pela atuação dos atores, na verdade não vi atuação =/ o filme é um grande vídeo game (e eu sou apaixonado por games), um espetáculo de luzes, é o supra sumo da técnica em prol de um show de clichés. Mas por incrível que pareça, como algo para se distrair mesmo, sem a menor pretensão é um filme bom, para domingo a tarde, no lugar do Domingão! Parabéns James Cameron, tirou o lugar do Faustão.
O último filme que eu assistir (e isso foi hoje, acabei de voltar do cinema rssss) foi Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar. Vou retomar a pergunta que eu fiz no começo:
O que faz um filme ser arte e outro apenas técnica?
Se alguém souber me fale, por favor. Eu ainda não sei, mas percebo a diferença brutal que há entre Abraços Partidos e Avatar (estou trazendo estes dois p o debate só para ilustrar, poderia citar vários outros). Mas há uma distancia intransponível entre estes dois filmes, não só pelo fato de um ser fruto do milagre de Hollywood e o outro de um diretor que faz milagres. NÃO SÓ ISSO.
Existe alguma coisa nos filmes de Almodóvar que me trazem uma sensação que só tenho nos filme de Almodóvar.
Algo que me faz entrar no filme, sentir-me um participante da historia.
Algo que eu não sei dizer o que é, mas que eu identifico como arte.
Almodóvar sempre traz boas surpresas para os seus fãs, e Abraços Partidos é o caso.
Como em um único filme, nos podemos nós sensibilizar com uma historia deficil, entrelaçada, que por vezes beira o inverossímil e conseguir trazendo das profundezas das lembranças frustradas dos personagens o que há de verdadeiro e sensível nas lembranças frustradas do próprio público espectador? (Eu no caso)
Como pode estar perdido em uma historia sem entender quase nada, rir com situações engraçadíssimas, comover-se ao ponto de deixar uma pequena lágrima cair, se surpreender com os acontecimentos e por final chegar a uma sensação de alívio, graça, reparação, uma verdadeira catarse? Demoro muito para sentir isso e não é com qualquer filme se sinto, cada dia que passa, na verdade estou ficando muito mais chato para assistir filmes, muito mais seletivo. Sem contar o fato que só gosto de ir ao cinema sozinho, acho que só aproveito completamente o filme estando só, sem ninguém para perguntar o que aconteceu, ninguém para pedir que eu explique qualquer coisa ou ninguém para dizer no final do filme que não gostou, eu mesmo digo isso dos filmes que eu não gosto, não preciso de ajuda (ainda rsrsrs). Falar sobre filmes comigo é como falar do futebol com um corinthiano (achei a metáfora péssima, mas vou deixa-la aqui mesmo rs).
Lembrando que, isso tudo é muito pessoal, é uma questão de gosto, de percepção, não estou aqui querendo dizer o que é bom ou ruim, muito menos quero dizer o que é arte, só estou escrevendo sobre o que me agrada e sobre o que não me agrada, sobre filmes, SÓ ISSO!
Não sei o que escrever mais, estava eu no ponto de ónibus, pensando em escrever algumas coisas sobre o filme que tinha acabado de assistir e aqui estou escrevendo. Um amigo me falou que a gente começa a virar blogueiro quando fica assim, pensando em passar para o blog tudo que esta se passado com a gente.
Bom, abraços para os que leram :)

O que faz com que você entre em uma historia de forma tão completa que você se sente mal quando o filme acaba? Fica uma sensação incomoda, de abandono, como se fossemos abandonados pelo filme, quando ele acaba.
Partes dele vem conosco, para sempre.
Outras pequenas partes são lembradas perfeitamente mas no geral, a maioria das cenas caem no esquecimento.
Mas, em mim, particularmente, alguma coisa muda, alguma coisa fica, alguma coisa sai comigo do cinema, pega o ónibus e vai para minha casa. Em meus pensamentos, sempre que assisto um bom filme isso acontece e é assim que eu sei que um filme é bom ou não (lembrando que não sou nenhum crítico, nem quero ser), é assim que eu diferencio uma obra de arte de uma obra da técnica.
Vou falar o por que eu estou escrevendo sobre isso.
O penúltimo filme que eu assisti no cinema foi Avatar. Um enlatado de pai e mãe, legitimo produto de todas as tecnologias que o cinema desenvolveu. Um filme com enredo tão fraco e repetitivo que eu não sabia se estava assistindo, Alien, O Último Samurai, Matrix, Pocahontas ou Titanic. Por incrível que pareça, eu vi em Avatar, não só referencias podres, mas praticamente elementos copiadas de todos estes filmes, TODOS, entre outros que eu nem lembro do nome, nem faço nenhuma questão de lembrar.
Avatar me fez ficar na cadeira do cinema mais pelos efeitos especiais realmente surpreendentes do que pela atuação dos atores, na verdade não vi atuação =/ o filme é um grande vídeo game (e eu sou apaixonado por games), um espetáculo de luzes, é o supra sumo da técnica em prol de um show de clichés. Mas por incrível que pareça, como algo para se distrair mesmo, sem a menor pretensão é um filme bom, para domingo a tarde, no lugar do Domingão! Parabéns James Cameron, tirou o lugar do Faustão.
O último filme que eu assistir (e isso foi hoje, acabei de voltar do cinema rssss) foi Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar. Vou retomar a pergunta que eu fiz no começo:
O que faz um filme ser arte e outro apenas técnica?
Se alguém souber me fale, por favor. Eu ainda não sei, mas percebo a diferença brutal que há entre Abraços Partidos e Avatar (estou trazendo estes dois p o debate só para ilustrar, poderia citar vários outros). Mas há uma distancia intransponível entre estes dois filmes, não só pelo fato de um ser fruto do milagre de Hollywood e o outro de um diretor que faz milagres. NÃO SÓ ISSO.
Existe alguma coisa nos filmes de Almodóvar que me trazem uma sensação que só tenho nos filme de Almodóvar.Algo que me faz entrar no filme, sentir-me um participante da historia.
Algo que eu não sei dizer o que é, mas que eu identifico como arte.
Almodóvar sempre traz boas surpresas para os seus fãs, e Abraços Partidos é o caso.
Como em um único filme, nos podemos nós sensibilizar com uma historia deficil, entrelaçada, que por vezes beira o inverossímil e conseguir trazendo das profundezas das lembranças frustradas dos personagens o que há de verdadeiro e sensível nas lembranças frustradas do próprio público espectador? (Eu no caso)
Como pode estar perdido em uma historia sem entender quase nada, rir com situações engraçadíssimas, comover-se ao ponto de deixar uma pequena lágrima cair, se surpreender com os acontecimentos e por final chegar a uma sensação de alívio, graça, reparação, uma verdadeira catarse? Demoro muito para sentir isso e não é com qualquer filme se sinto, cada dia que passa, na verdade estou ficando muito mais chato para assistir filmes, muito mais seletivo. Sem contar o fato que só gosto de ir ao cinema sozinho, acho que só aproveito completamente o filme estando só, sem ninguém para perguntar o que aconteceu, ninguém para pedir que eu explique qualquer coisa ou ninguém para dizer no final do filme que não gostou, eu mesmo digo isso dos filmes que eu não gosto, não preciso de ajuda (ainda rsrsrs). Falar sobre filmes comigo é como falar do futebol com um corinthiano (achei a metáfora péssima, mas vou deixa-la aqui mesmo rs).
Lembrando que, isso tudo é muito pessoal, é uma questão de gosto, de percepção, não estou aqui querendo dizer o que é bom ou ruim, muito menos quero dizer o que é arte, só estou escrevendo sobre o que me agrada e sobre o que não me agrada, sobre filmes, SÓ ISSO!
Não sei o que escrever mais, estava eu no ponto de ónibus, pensando em escrever algumas coisas sobre o filme que tinha acabado de assistir e aqui estou escrevendo. Um amigo me falou que a gente começa a virar blogueiro quando fica assim, pensando em passar para o blog tudo que esta se passado com a gente.
Bom, abraços para os que leram :)

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